O Brasil e a síndrome de hamlet

o-pensadorNão sei se sinto orgulho de ser brasileiro ou vergonha, ou quem sabe um misto, talvez esse seja o sentimento correto. É de se espantar a incoerência que paira na nação. Somos roubados e desrespeitados de todos os lados, como diria a música “Que país é esse?” interpretada pelo grupo musical Legião Urbana : “sugeira pra todo lado”, “ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. 

Esses dois trechos explicam bem o misto de sentimentos:

 

  • Ninguém respeita a constituição = Vergonha!
  • Mas todos acreditam no futuro da nação: Orgulho de ser brasileiro.

Enfim, a questão é a seguinte: Li em um site de notícias aqui do meu estado (Santa Catarina), que um comercial das sandálias Havaianas foi retirado do ar por ter conteúdo ofensivo e impróprio aos ouvidos de certas pessoas em certas faixas etárias (Lembram da velhinha simpática falando de sexo com a neta. Veja aqui).

Ora bolas! Um comercial feito com certa ironia e inteligência foi censurado enquanto programas de fofoca e baixaria são exibidos às pencas em horários nobres e até mesmo durante as manhãs e tardes são exibidos normalmente.

Por que quem tem poder para barrá-los não o faz? A mídia é poderosa. Tente barrar um programa como estes para ver se não levantam uma bandeira de “renascimento da censura no brasil”, fazendo com que o programa permeneça no ar e ainda com o apoio de algumas pessoas, ainda que impróprio ou culturalmente inexpressivo.

Dois pesos duas medidas. Isso revolta. Na minha opinião, Prefiro um comercial como esse a um programa como o BigBrother, por exemplo, ou tantos outros programas emburrecedores que circulam por aí. A matéria publicada diz que:

Vários telespectadores reclamaram e até abriram um processo no conselho que regulamenta a publicidade, o Conar, contra o vídeo. O argumento foi de que ele era ofensivo e tinha conteúdo impróprio ao público.”

Quem são estas pessoas? Não pensam? Aposto que das mulheres frutas, bigBrother, Programas de Fofocas eles, os telespectadores, adoram. Talvez a sociedade, e aí o reflexo direto no país, estejam passando por uma crise de hamlet (com uma pequena adapção livre):

“Ser ou não ser (coerente!).” 

Por favor!.

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